Confederação ameaça processar ginastas
Novembro 7, 2008
O último programa Histórias do Esporte, da ESPN Brasil, “A dor que existe por trás da glória na ginástica” causou estragos.
No programa, as ginastas Jade Barbosa, Laís Souza e Daiane dos Santos, disseram que competiram machucadas e foram obrigadas a treinar em exaustão.
De acordo com Jade Barbosa e César Barbosa, pai da ginasta, a atleta competiu na Olimpíada de Pequim com uma lesão no punho direito, osteonecrose, que limita os movimentos de flexão e extensão.
Já Daiane e Laís também disseram que competiram lesionadas e revelaram que a dieta das atletas era de apenas 800 calorias por dia.
Agora a Confederação Brasileira de Ginástica resolveu se pronunciar e disse, que vai processar as meninas. Segundo Eliane Martins, supervisora da entidade, as afirmações das meninas terão que ser provadas na justiça.
Fonte: ESPN Brasil
Candidato único, Nuzman é reeleito
Outubro 3, 2008
A eleição para a presidência do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) não surpreendeu ninguém. Candidato único, Carlos Arthur Nuzman foi reeleito por aclamação, nesta quinta-feira, em um hotel da Zona Sul do Rio de Janeiro, para comandar a entidade até o final de 2012. PARA ASSISTIR À REPORTAGEM DE MENDEL BYDLOWSKI, DA ESPN BRASIL, BASTA CLICAR NO PLAYER DE VÍDEO ACIMA.
A falta de oposição a Nuzman se dá por conta de medo por parte das confederações brasileiras de receberem sanções financeiras do COB, que administra os recursos advindos da Lei Agnelo-Piva, além do dinheiro das empresas estatais. Além disso, a falta de organização prejudica uma oposição forte à atual chapa que comanda o comitê.
Desde 1995 no poder do COB, ao cabo do novo mandato, Nuzman irá completar 17 anos à frente do comitê. Neste tempo, o presidente esteve no comando durante as Olimpíadas de Atlanta, em 1996, Sidney, em 2000, Atenas, em 2004 e Pequim, em 2008.
Nuzman se vangloria do fato de ter ‘melhorado’ o desempenho do Brasil em Jogos Olímpicos desde sua chegada ao poder. No entanto, a irregularidade do esporte olímpico brasileiro, ao menos no quadro de medalhas, foi a tônica destes 13 anos.
Nos jogos de 1996, o Brasil chegou à marca de 15 medalhas olímpicas, sendo 3 delas de ouro. Em Sidney, 2000, o desempenho caiu tanto no total de pódios quando nas vitórias – o país conquistou 12 medalhas ao todo, e nenhuma delas foi dourada.
Em Atenas, 2004, o Brasil chegou ao recorde de medalhas de ouro – cinco –, mas o número total de pódios caiu para dez. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, o desempenho dos atletas brasileiros, em medalhas de ouro, foi inferior ao das Olimpíadas na Grécia, conquistando apenas três medalhas douradas, mas os atletas brasileiros chegaram entre os três melhores nas modalidades em que competiram por 15 vezes, como em Atlanta.
Além das participações olímpicas, a administração de Nuzman ficou marcada pela escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Pan-americanos de 2007, que ficou marcado pelos gastos públicos que excederam a previsão inicial.
Dos R$ 390 milhões que foram orçados a princípio, a cifra saltou para os R$ 3,3 bilhões gastos, de fato, o que gerou críticas e cobranças por parte do Tribunal de Contas da União, que determinou, no dia 24 de setembro, que o Ministério dos Esportes prestasse contas dos gastos envolvidos na organização do Pan em até 30 dias.
Veja mais:
Videoblog do Trajano: o ‘golpe’ de Carlos Arthur Nuzman, com uma eleição secreta
Fonte: ESPN Brasil
Rebeca Gusmão é banida do esporte
Setembro 5, 2008
Com isso, todos os resultados obtidos pela atleta a partir desta data, incluindo seu desempenho nos Jogos Pan-americanos do Rio, perdem a validade. Rebeca foi banida por ter sido considerada reincidente em caso de doping.
A brasileira havia sido pega no antidoping pela primeira vez em 2006. No ano seguinte, na véspera de sua estréia nos Jogos Pan-americanos, voltou a ser testada e teve novo resultado positivo. Em ambas as ocorrências, Rebeca teve positivo para testosterona.
Fonte: Gazeta Esportiva
Maurren faz história e é ouro no salto em distância
Agosto 23, 2008
A saltadora Maurren Higa Maggi colocou seu nome na história do atletismo brasileiro nesta sexta-feira ao conquistar a medalha de ouro no salto em distância nos Jogos Olímpicos de Pequim. Esta é a quarta medalha de ouro do atletismo brasileiro na história e a primeira feminina na modalidade.
Terceiro esporte com maior número de pódios para o Brasil (13), o atletismo só tinha medalhistas homens, incluindo os ouros de Adhemar Ferreira da Silva nos Jogos de Helsinque-52 e Melbourne-56, no salto triplo, e com Joaquim Cruz, em Los Angeles-84.
Aos 32 anos, a paulista de São Carlos garantiu o salto campeão logo na primeira tentativa com 7,04m, superando a ex-campeã olímpica Tatyana Lebedeva. Pressionada, a russa errou quatro saltos e ficou com a prata, saltando 7,03m. O bronze foi para a nigeriana Blessing Okabare, de 19 anos, com 6,91m. A outra brasileira da prova, Keila Costa, terminou em 11º com 6,43m.
Chegar ao pódio nesta manhã foi o ponto alto em uma trajetória de recuperação para a saltadora paulista. Depois de participar dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, Maurren acabou ficando fora da competição em Atenas-2004, enfrentando uma suspensão de dois anos por doping.
A brasileira explicou a presença da substância proibida pelo uso de uma pomada cicatrizante após um processo de depilação a laser. Apesar de chorar muito durante a coletiva de imprensa na qual falou sobre o assunto, Maurren nem pediu o exame da contraprova porque tinha planos de ser dona-de-casa e criar sua filha, Sophia, com o piloto Antônio Pizzonia.
Mas em 2006, com o fim da relação, ela retornou às pistas determinada a recuperar a antiga posição de destaque. E voltou com tudo, conquistando o bicampeonato nos Jogos Pan-americanos e se credenciando ao pódio olímpico. Na opinião do técnico Nélio Moura, a saltadora paulista reúne não apenas a capacidade técnica, mas também a determinação necessária para suas conquistas, o que comprovou nesta manhã.
A prova – Sem a participação da portuguesa Naide Gomes, que bateu a brasileira na final do Mundial Indoor, em Valência, mas não obteve marca para a decisão em Pequim, Maurren tratou de se impor desde o começo. Ela abriu a competição chamando o público para marcar as passadas e cravando 7,04m para superar o desempenho de Lebedeva, até então líder com 6,97m.
O resultado colocou toda a pressão sobre a russa, campeã olímpica da prova na Grécia com 7,07m. A européia queimou seus três saltos seguintes, mas a vontade de melhorar ainda mais o salto inicial levou a brasileira a seguir o mesmo exemplo nas outras três tentativas.
Lebedeva repetiu a dose no penúltimo salto e Maurren fez um salto de segurança. Para evitar mais uma queima, nem pisou na tábua de impulsão e fez 6,73m.
No último salto, Lebedeva foi para o tudo ou nada, mas não superou a marca da brasileira. Keila queimou seus dois primeiros saltos e conseguiu apenas 6,43m na terceira tentativa, parando ainda na primeira rodada. A brasileira terminou a disputa em 11º lugar.
Fonte: ESPN Brasil
‘Depois da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, chega’
Agosto 21, 2008
Adorado e criticado na mesma intensidade, o locutor, que é a voz do esporte no País, avisa que vai pendurar as chuteiras. Mas, antes do pit stop, quer lançar um livro sobre as histórias de sua carreira
Livio Oricchio
Aviso do locutor mais polêmico da televisão brasileira, tido como um torcedor de microfone nas mãos, a voz do esporte no País, capaz da proeza de ser amado e duramente criticado ao mesmo tempo, durante décadas: “Meu contrato com a Globo vai até 2014, quando o Brasil vai organizar a Copa do Mundo, será a minha décima Copa, e depois chega.”
É engraçado, não? Galvão Bueno gera empatia e rejeição em milhões de brasileiros, nas transmissões de tudo, jogos de futebol, vôlei, corridas de automóvel, luta de boxe, abertura de olimpíada, copa do mundo e até desfile de escola de samba. Mas mesmo seus críticos mais contundentes, ao menos a maioria, mantêm a TV sintonizada na Rede Globo, ainda que haja outra emissora transmitindo o evento. Os números comprovam a audiência.
Nessa conversa franca, sem policiamentos, Galvão Bueno fala da sua paixão intacta pelo que faz, do significado, e desgaste, de entrar na casa das pessoas há 30 anos, sobre seus planos de dedicar-se mais à família, “meu grande combustível”, de escrever um livro, da frustração de não ser piloto de carros, de jornalismo esportivo e da aversão à política. “Candidato, eu? Nem sob tortura.”
Como você consegue manter-se por tanto tempo como principal locutor da Globo, narrando de tudo? Você acha que as pessoas ainda identificam-se com você ou estão cansadas?
Há um público cativo que me adora e, claro, ninguém entra na casa das pessoas por 30 anos, quase todos os dias, sem incomodar um pouco. Mas a Globo faz pesquisas constantes de aceitação e rejeição do público e o resultado é altamente positivo. Claro que existe rejeição, mas mantém-se nos níveis mínimos.
Há alguma técnica especial para continuar agradando, de acordo com o levantamento da Globo?
Eu mexo com os produtos mais explosivos que existem, paixão e emoção. Futebol é isso. Fórmula 1 é um pouco diferente, mais técnica. Nas disputas de futebol entre clubes, essa paixão é dividida, o que não é o caso da seleção brasileira, mas todos mexem com a emoção das pessoas. E isso me agrada muito, é o que eu sei fazer, embora trabalhe no fio da navalha. De um lado se explora essa paixão e emoção e do outro entra a informação. Temos sempre de buscar o equilíbrio. Lembro-me de a dona Neide, mãe do Ayrton (Senna) vir a mim e dizer: ‘Pára com essa coisa de dar toda hora a diferença do Beco (Ayrton Senna) para o Prost, você vai me matar do coração’. A TV é o veículo mais difícil que existe para o esporte. Você não pode se imaginar mais importante que a imagem, senão cai no ridículo, e ao mesmo tempo não minimizá-la ao ponto de se tornar indispensável.
Como você disse, está na ativa há mais de 30 anos, deslocando-se pelo mundo todo. Não pensa em parar?
Meu tesão pela profissão, por meu trabalho, está intacto. Em 1974, narrei a Copa da Alemanha daqui, mas desde então fui a todas. Meu contrato com a Globo vai até 2014, quando o Brasil vai organizar a Copa do Mundo, será a minha décima Copa, e depois chega. Terei 64 anos. Não escondo a idade. Não sou como o Reginaldo Leme (comentarista de automobilismo da Rede Globo), meu amigo de tantos anos. Daqui a pouco eu vou ultrapassá-lo, irei me tornar mais velho (risos). Se fizer alguma coisa depois de 2014 será por aqui, não quero mais ficar pendurado no rabo de avião.
Há alguém na sua área, outros locutores de esporte, por quem você tenha uma admiração profissional?
Temos ótimos profissionais, como o Luciano do Valle, grande narrador, o Cléber Machado é consagrado e o Luis Roberto (de Mucio)a pessoa que melhor se prepara para isso. Na TV, as pessoas de texto vinham dos jornais, os papagaios, como eu, do rádio, mas hoje há uma nova escola, a da TV fechada, por assinatura. A Globo tem dois canais de esporte, SporTV, 24 horas no ar, precisa de narrador, comentarista, editor, produtor, em quantidade. Dessa quantidade sai a qualidade. E tem mais: o esporte ocupa cada vez mais espaço na grade das emissoras. Há 26 anos, quando comecei na Globo, nosso espaço era muito menor. Em 2008, vamos transmitir 30 corridas, 18 de Fórmula 1 e 12 de Stock Car.
Sua fama é de ser um dos profissionais mais bem pagos da TV?
E sou. Não tenho vergonha do que ganho, do sucesso e, principalmente, de ser feliz. Dou a minha parte de volta. Realizo um trabalho social com imenso carinho, criei a Fundação Galvão Bueno, em Londrina (no Paraná, onde reside) da qual minha mãe é a presidente. Atendemos idosos carentes, estamos terminando a primeira parte de uma obra de 9 mil metros quadrados, o Centro de Convivência do Idoso. Damos assistência médica, distribuímos remédios e, ao mesmo tempo, os ocupamos com atividades como construção de mesas. Começamos, agora, um programa de assistência odontológica. Um ônibus equipado com recursos modernos percorre as comunidades mais pobres no norte do Paraná. Faço eventos para levantar recursos, como leilões. O Felipe Massa doou um macacão e conseguimos R$ 70 mil, a camisa autografada do Rogério Ceni deu R$ 18 mil, uma camisa do Santos com a assinatura do Pelé, R$ 28 mil. Segui o exemplo de alguns jogadores, que também têm suas instituições, como Raí, Jorginho, Cafu.
Nem todos conhecem esse seu lado mais humanitário, ao contrário, há quem o veja como uma estrela.
É, dizem que falo muito, sou prepotente, sou estrela. É completamente diferente ser e agir como estrela. Ser é prestar um serviço importante. E não me lembro de ter agido como estrela. Sou, isso sim, perfeccionista, cobro demais.
A torcida nos estádios nem sempre demonstra gostar de você.
Essa história começou na Copa de 1998, a torcida brasileira expunha os cartazes ‘filma eu, Galvão’ . Depois surgiram outros e até cantos, duros, do tipo ‘Galvão, veado’; faz parte dos grandes jogos, do folclore. Mas a maioria gosta de mim, nunca sofri uma tentativa de agressão, saio e entro dos estádios com minha família e muitos pedem autógrafo.
Os telespectadores te vêem pelo Brasil inteiro e em países como China, África do Sul, México, Austrália, Bolívia. Sobra tempo para a família?
Sou muito ligado na família e nos amigos. Tive a felicidade de ter tido três filhos no primeiro casamento, os três vivem do esporte. A Letícia tem sua empresa de marketing esportivo, o Cacá e o Popó são pilotos. Do segundo casamento, com a Desiré, a estrela de minha vida, tenho o Luca, mais o filho dela, o Leo, e há ainda os meus dois netinhos. A minha família é a maior vitória da minha vida. Amo reunir meus pais, meus sogros, todos moram em Londrina, os amigos, ficar 4, 5 dias sem sair de casa, viver um pouco distante da enorme pressão do que faço. Nada me dá mais prazer. Tenho uma fazenda no norte do Paraná, adoro reunir todo mundo lá, minha família é o meu combustível.
Seus filhos são pilotos da Stock Car. Você perdeu um grande amigo, o piloto Ayrton Senna, num acidente nas pistas. Isso não o preocupa?
O interesse deles pelo automobilismo é natural. Cresceram no meio. Nós tínhamos casa em Angra dos Reis que era freqüentada pelo Ayrton Senna, por Mauricio Gugelmin, dentre outros. Ouviam falar de corrida o tempo todo. Agora, no automobilismo, sem talento você não se torna um vencedor. E meus dois filhos têm títulos. Penso que o Cacá (bicampeão da Stock Car), hoje, é o melhor piloto brasileiro fora os que estão na Fórmula 1. Você falou de acidente. Eles estão há tantos anos nessa vida, o Cacá começou com 9 anos e o Popó com 8, ambos no kart. O único acidente sério foi do Popó, em Monza (Fórmula Renault). Tenho, sim, receio, mas é muito menor que se não fosse do meio. Aliás, pratiquei quase todo tipo de esporte, mas me frustra não ter sido piloto. Meus filhos e o meu trabalho representam uma forma de eu me realizar.
Você estava lá, em Ímola, Itália, naquele 1º de maio de 1994. Hoje, quase 14 anos depois, o que te vem à mente da sua relação de amizade com o Ayrton Senna, das experiências vividas junto, das viagens?
As imagens que mais me vêm à cabeça são do Ayrton moleque, brincalhão, mas ao mesmo tempo muito determinado, da sua doação social sem dizer nada a ninguém. Lembro-me, também, de passagens que acabaram sendo determinantes para tudo acabar como acabou. Uma ocasião, o Flavio Briatore (diretor da Benetton) telefonou e eu atendi, na casa do Ayrton. O Flavio queria falar com ele e como o Ayrton não pôde atender, o Briatore pediu para mim que solicitasse ao Ayrton para não assinar com a Williams. A Ferrari, da mesma forma, queria ele. Mas o Ayrton comentou comigo que já estava três anos sem título e não pretendia permanecer outros três, até a Ferrari ser competitiva de novo. Infelizmente uma fatalidade o levou. Se o braço da suspensão tivesse tocado o capacete um centímetro mais para baixo ou para cima não teria acontecido nada. O Nelson Piquet e o Gerhard Berger sofreram acidentes mais graves na Tamburello e não se feriram com gravidade.
E o seu livro, contando um pouco desses mais de 30 anos de experiências ricas?
Eu já tinha até o nome: ‘25 anos de estrada”. Mas aí por conta da absoluta falta de tempo e até um pouco de preguiça o transformei em ‘30 anos de estrada’. Só que já são 34 anos de estrada e nada. Mas irei escrevê-lo. Não tenho a presunção de contar minha história. O interessante será contar as experiências vividas com personagens como Pelé, Zico, Rivellino, Romário, Ronaldo, Ayrton Senna, Nelson Piquet, Oscar, Felipe Massa, Rubens Barrichello, Hortência.
A popularidade que você tem o levaria a eleger-se em algum cargo público. Não pensa nisso?
Nem sob tortura. Já recebi vários convites, não tem a ver com minha personalidade, a política no Brasil me dá muita tristeza, quero distância.
Enfim uma boa notícia…
Fonte: Jornal da Tarde
Brasil Rumo Ao Ouro
Agosto 21, 2008
Agora a pouco a Seleção Feminina de Vôlei fez um ato histórico. Colocou-se na final olímpica garantindo pelo menos a prata, fato nunca dantes conseguido.
Num jogo de início complicado, mas onde a Seleção sobre se impor, rumamos à final fazendo 3 sets à 0 em cima das donas da casa (27×25, 25×22 e 25×14) pelas semifinais. A final será com os EUA e as chinesas pegam as cubanas (ainda bem, pois tenho muito poucas lembranças boas desse rival).
O querido internauta perdõe se estou sendo exacerbadamente ufanista, mas conquistamos apenas sete medalhas e se conquistarmos essa do vôlei e a do futebol que está nos pés de Marta e companhia, serão nove medalhas, sendo três de ouro. A de César Cielo Filho e provavelmente as das meninas.
Só espero que se o ouro vier no futebol feminino venha também o apoio da nossa querida Confederação Brasileira de Futebol (vulgo CBF), dirigida pelo honorável RIcardo Teixeira. Mas vou esperar sentado, pois em pé pode cansar.
The Flash
Agosto 20, 2008
Hoje pela manhã tive uma grande surpresa ao ligar a TV e ver que o “The Flash” da olimpíada, Ulsain Bolt tinha batido o recorde de Michael Jonhson, o maior corredor que já vi, nos 200m livres com 19.30s. Recorde esse, que muitos achavam insuperável.
Realmente esse jamaicano impressionante, superou Asafa Powell e pode se tornar o maior jamaicano desse esporte. Devo adimitir que ele começou bem, se tornando o homem mais rápido do mundo, gravando eternamente seu nome na história do atletismo e das olimpíadas modernas.
Pra alguns não passa de um bobo alegre que só está em Beijing para brincar de correr, mas hoje esse super heroi do atletismo provou hoje que todos os críticos estavam errados. As suas irreverêcia e vaidade, são apenas um tempero nesse mito chamado Ulsain Bolt.
Como Nascem Os Campeões
Agosto 18, 2008
Estive pensando sobre os campeões imbatíveis, aquela pessoa que quando entra em uma competição os outros brigam pra ver quem ficará em segundo, pois o primeiro lugar já está garantido. Como nascem os campeões imbatíveis? Vendo Yelena Insibayeva saltar hoje tive essa pergunta respondida.
Quem primeiro visse aquela garota se escondendo debaixo de um boné, quieta em seu canto, parecendo não perceber o que acontecia à sua volta poderia pensar que ela era marrenta; quando então visse seu estranho ritual de armar acampamento na grama, fazendo uma espécie de “cafofo” para si se escondendo embaixo de uma toalha e continuar no seu canto não se importando com nada ou então o fato de ela ter dado apenas dois saltos na final, durante a competição, poderia ter certeza.
Mas, assim também como a vida tem suas surpresas, Yelena me surpreendeu. Não pela esperada medalha de ouro, ou pelos erros da americana que ficou com a prata; mas pelo que aconteceu depois, o que respondeu minha pergunta.
Um campeão imbatível, surge do treino, determinação e concentração. Claro que existe a aptidão natural, mas sem a determinação, o treino nescessário e a concentreação necessárias, temos apenas um possível campeão.
Essa certeza eu tive ao ver essa garota de 26 anos saltar para 5,05m e quebrar o próprio recorde olímpico estabelecido alguns minutos antes, após o término da competição. Batendo também o recorde mundial que era de 5,04m.
Entendi que aquele isolamento todo era apenas a preparação para um grande feito. Tão grande quanto o tamanho da importância de um campeão imbatível. Tão grande quanto Yelena Insibayeva.
Cielo conquista primeiro ouro da história da natação brasileira
Agosto 16, 2008
César Cielo Filho é o primeiro nadador brasileiro a conquistar uma medalha de ouro olímpica na história. No final da noite desta sexta-feira (de Brasília), o paulista de 21 anos venceu os 50m livre dos Jogos de Pequim, conforme prometera após ser bronze nos 100m livre, com o tempo de 21s30, novo recorde olímpico.
Cielo socou a água e chorou para comemorar o feito histórico. A prata ficou com o francês Amaury Leveaux, que cravou 21s45, e o bronze foi para seu compatriota Alain Bernard (ouro nos 100m livre), com 21s49. Recordista mundial com o tempo de 21s28, obtido em Sydney no último 28 de março, o australiano Eamon Sullivan cravou 21s65 e conseguiu apenas a sexta colocação.
Nas eliminatórias da prova, César Cielo quebrou pela primeira vez o recorde olímpico do russo Alexander Popov, que já perdurava desde Barcelona-1992. Logo na bateria seguinte, no entanto, Amaury Leveaux superou a marca do brasileiro, que nadou ainda mais rápido nas semifinais: 21s34. “Eu disse que ia pegar esse recorde de novo”, sorriu.
Para conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos do ano passado, Cielo completou a prova dos 50m livre pela primeira vez com tempo inferior a 22s. Cravou 21s84, marca que fez especialistas apostarem nele como medalhista olímpico na China e não no badalado Thiago Pereira, seis vezes campeão no Rio de Janeiro e que só foi quarto colocado nos 200m medley nas Olimpíadas.
Até esta sexta-feira, o nadador brasileiro com maior destaque nos Jogos era Gustavo Borges, que começou sua trajetória com prata nos 100m livre em Barcelona-1992. Quatro anos depois, em Atlanta, ele conseguiu o bronze na mesma prova e a prata nos 200m livre; Fernando Scherer, o Xuxa, foi bronze nos 50m livre.
Em Sydney-2000, Gustavo Borges e Fernando Scherer ajudaram o Brasil a ser bronze no 4×100m livre, a nona e última medalha olímpica conquistada até as vitórias de César Cielo no Cubo d’Água de Pequim.
Antes da geração de Xuxa, Tetsuo Okamoto já havia faturado o bronze nos 1.500m livre, mesmo metal das medalhas de Manuel dos Santos (em Roma-1960) e do revezamento 4×200 medley de Moscou-1980. Ricardo Prado levou a prata nos 400m medley em Los Angeles-1984.
Na natação feminina, o Brasil jamais conquistou uma medalha olímpica. A mais renomada nadadora é Maria Lenk, que se tornou a primeira sul-americana a participar dos Jogos em Los Angeles-1932.
Confira os tempos da final:
1 – César Cielo Filho (Brasil) – 21s34 (novo recorde olímpico)
2 – Amaury Leveaux (França) – 21s45
3 – Alain Bernard (França) – 21s49
4 – Ashley Callus (Austrália) – 21s62
5 – Ben Wildman-Tobriner (Estados Unidos) – 21s64
6 – Eamon Sullivan (Austrália) – 21s65
7 – Roland Schoeman (África do Sul) – 21s67
8 – Stefan Nystrand (Suécia) – 21s72
Fonte: Gazeta Esportiva
Saudade do Pan
Agosto 14, 2008
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