Categoria: Música


Morreu na tarde de hoje o sambista Walter Alfaiate, de 79 anos. Desde o final do ano passado recebendo cuidados especiais por conta da saúde frágil, Alfaiate estava internado no Hospital da Lagoa, na zona sul, e morreu por volta da 17 horas em decorrência de falência múltipla dos órgãos. O corpo seria vela do na sede do clube Botafogo, no bairro onde o sambista passou toda sua vida.

Alfaiate – que, de fato, exercia a profissão que lhe deu apelido – começou a despontar nos anos 60, com a participação em rodas no Teatro Opinião e de shows na boate Bolero. Teve músicas gravadas por João Nogueira e Paulinho da Viola na década de 70 e foi “redescoberto” pela mídia nos anos 90, também com apoio de Paulinho. Seu primeiro disco, “Olha Aí” foi gravado em 1998.

No final do ano passado, sambistas como Monarco, Alcione e Arlindo Cruz reuniram-se no show beneficente “Samba para Alfaiate”, no Circo Voador, com o objetivo de arrecadar recursos para ajudar no tratamento médico do sambista.

Fonte: Estadão.com.br

Morre Michael Jackson

Morre Michael Jackson. Por mais que eu não queira crer, é verdade. Impressionante, nosso primeiro impulso ao ouvir uma notícia dessa magnitude é simplesmente não crer.

Michael Jackson é uma lenda tão grande, que parece imortal; mas as pessoas morrem. Ainda que prematuramente. Não falarei aqui de carreira e essas coisas que homenageiam pessoas que morrem.

 Simplesmente quero deixar aqui minha tristeza de fã.

Gigante Brazil

Gigante Brazil

Morreu nesta segunda-feira, aos 56 anos, o baterista carioca Gigante Brazil, cujo nome verdadeiro era Jorge Luiz de Souza.

Uma amiga do músico, que não quis se identificar, contou à Folha Online que ele sofreu uma parada cardíaca, em casa, na Vila Madalena, região oeste de São Paulo. A família ainda não decidiu onde será o velório e o enterro.

Brazil começou a carreira no ano de 1969, na banda Massa Experiência. Na década de 70, o músico tocou com Jorge Mautner. Ele acompanhou Mautner nos nos anos de 1972 e 1973. Em 1975, formou a banda Sindicato.

Em 1980, participou da final do Festival da Globo, ao lado de Chico Evangelista, tocando “Rastapé”. Nos anos 90, o músico participou do disco “Mais”, de Marisa Monte –no qual gravou os vocais da faixa “Ensaboa”–, e acompanhou a cantora em sua turnê.

Em agosto deste ano, o baterista acompanhou a cantora Anelis Assumpção, em um show no Sesc Pompéia, em São Paulo. Em 2005, ele gravou o disco “Música Preta e Branca e… Etc”, ao lado do parceiro Paulo Lepetit.

Brazil tocou ao lado de nomes da música brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Itamar Assumpção, com quem formou a banda Isca de Polícia. Ele integrou ainda a banda Gang 90. Recentemente, participou da gravação do disco “Celso Sim, Vamos Logo sem Paredes!”, do cantor Celso Sim –cuja temporada de shows foi encerrada na última quinta (25), no Sesc Avenida Paulista.

Em 2006, ele lançou seu primeiro disco como cantor, “Música Preta Branca e etc”, gravado em dupla com o baixista e produtor Paulo Lepetit e lançado pelo próprio selo de Lepetit, Elo Music, dentro da série CD7.

Fonte: Folha Onlne

Perdas Irreparáveis

Duas perdas irreparáveis para a cultura nacional ocorreram ontem, o ícone do brega Waldick Soriano e o ícone do teatro Fernando Torres.

O cantor Waldick Soriano de 75 anos, perdeu ontem a luta contra o câncer. Ele estava internado na Unidade de Cuidados Paliativos do Inca desde o dia 31 de agosto. O músico lutava contra o câncer de próstata, descoberto há cerca de dois anos.

Soriano foi submetido ao tratamento da neoplasia até o meio desse ano, quando foi considerado que não havia mais o que fazer e ele foi transferido para a Unidade de Cuidados Paleativos.

O corpo do cantor Waldick Soriano, que morreu nesta quinta-feira, aos 75 anos, acaba de chegar à Câmara de Vereadores do Rio, onde será velado.

Segundo o cerimonial da casa, o velório ficará aberto à visitação pública até as 22h de hoje. Os fãs começam a chegar ao local para ver o cantor pela última vez. A Câmara fica na Pça Floriano, s/nº, na Cinelândia, região central do Rio.

O enterro acontece nesta sexta-feira, mas o horário ainda não está definido, de acordo com a administração do Cemitério São Francisco Xavier, conhecido como Cemitério do Caju.

Waldick Soriano nasceu em Caetité, cidade do interior da Bahia, em 13 de maio de 1933. Ele é considerado um ícone da música brega –ou música romântica, como costumava dizer– e compôs cerca de 700 canções. O auge da sua carreira foi nos anos 60 e 70, quando suas músicas alcançavam as paradas de sucesso das rádios.

No ano passado, o cantor foi tema do documentário “Waldick, Sempre no Meu Coração”, dirigido pela atriz Patrícia Pillar, que abordou a carreira e a vida íntima do artista no filme. Também em 2007, foram lançados pela Som Livre os CD e DVD “Waldick Soriano – Ao Vivo”.

 

O corpo do ator Fernando Torres será velado nesta sexta-feira na capela 1 do cemitério Memorial do Carmo, no bairro do Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. A cerimônia será restrita apenas a parentes e amigos. Às 17 horas, o corpo seguirá para o cemitério São Francisco Xavier para cerimônia de cremação.

Fernando Torres morreu nesta quinta-feira à tarde, em casa, em Ipanema, zona sul carioca, devido a uma insuficiência respiratória aos 80 anos.

O artista lutava contra um enfisema pulmonar e, nos últimos meses, já tinha sido internado algumas vezes.

Atualmente, ele vinha sendo assistido em casa, com acompanhamento médico e toda a aparelhagem necessária para o tratamento.

Fernando Monteiro Torres era formado em medicina, mas, desde cedo, sua grande paixão foi o teatro, onde atuou, produziu e dirigiu diversas peças, além de ter participado de 19 filmes e várias novelas.

A atriz Nathalia Timberg deve comparecer ao velório amanhã. Segundo informações de seus familiares, ela chegou de gravações hoje e ficou muito abalada com a notícia, indo diretamente dormir.

Carreira

Nascido em Guaçuí, no Espírito Santo, em 14 de novembro de 1927, Torres fez parte do Teatro Brasileiro de Comédia e fundou o Teatro dos Sete, em 1959, ao lado de Gianni Ratto, Sergio Britto, Ítalo Rossi e Fernanda Montenegro, com quem se casou em 1952.

Sua encenação de “O Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, rendeu ao ator o título de diretor revelação.

Após o término da companhia, em 1966, ele passou a dirigir espetáculos. Entre eles, destacam-se “A Mulher de Todos Nós”, de Henri Becque e “O Homem do Princípio ao Fim”, de Millôr Fernandes.

Torres recebeu o prêmio Governador do Estado da Guanabara com “Amante de Madame Vidal”, de Louis Verneuil, no qual revelou uma visão crítica sobre os costumes da época, em 1973. Três anos depois, foi eleito melhor ator pela Crítica Teatral da Cidade de São Paulo.

Na TV Globo, estreou como diretor de “Minha Doce Namorada”, em 1971.

Ele também atuou em “Baila Comigo” (1981), “Sétimo Sentido” (1982), “Amor com Amor se Paga” (1984), “Zazá” (1997), além de “Laços de Família”.

No cinema, fez em sucessos como “Engraçadinha Depois dos Trinta”, de J.B.Tanko, “Veja Esta Canção”, de Cacá Diegues, entre outros.

Fonte: Folha Online

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