Pra Que Tinta?

Julho 29, 2008

 

A marca de tinta para cabelos brancos Grecin, lançou um novo produto que colore apenas alguns fios deixando o cabelo grisalho.

A finalidade da tinta não era justamente cobrir os grisalhos? Ora, se eu tenho cabelos grisalhos e quero eles assim, pra que vou comprar tinta?

Pelo menos esse novo produto serve pra uma coisa… Nos fazer rir…

O Poder de uma Gravata

Julho 22, 2008

Me impressiona muito o poder de uma gavata. Como uma tira de pano dividida em duas partes pode causar tanta influência?

Outro dia, saí eu de casa normalmente de gravata sem terno e fui à igreja. Chegando lá, justamente por causa da gravata todos elogiavam minha elegância; foi ai que realmente percebi a influência do acessório.

Pra vocês agora a história da gravata e alguns tipos de nós:

História da gravata

A gravata é um acessório utilizado por milhões de pessoas no mundo todo. Homens, em sua grande maioria. E, apesar de caracterizar as pessoas que trabalham em escritórios, lojas ou outros serviços cujo uniforme a inclua, a gravata é uma forma que a pessoa tem para expressar sua individualidade. Cada pessoa usa a gravata com uma determinada estampa, produzida com um material específico e com o nó feito de certa maneira. Aqueles que têm conhecimento sobre este acessório elegante do nosso vestuário podem certamente levantar dados da personalidade de alguém apenas observando a gravata que este usa. Para alguns especialistas, as gravatas são uma maneira do homem expressar sua individualidade. O homem é a gravata que usa.

Séculos XVI e XVII
A gravata ganha o mundo.

Os primeiros indícios do uso de acessórios semelhantes a uma gravata datam do terceiro século A. C.. Durante algumas escavações, em 1974, foram desenterrados 7.500 corpos de guerreiros chineses. Todos tinham no pescoço um tipo de lenço, vagamente parecido com uma gravata.
No entanto, o que realmente originou o uso da gravata em larga escala em todo o mundo foi a Guerra dos Trinta Anos, que devastou a Europa durante o século XVII. Esta guerra colocou o Sagrado Império Romano contra a Aristocracia Boêmia Protestante. Os franceses, pertencentes ao segundo grupo, tinham seu exército formado quase que inteiramente por mercenários. Dentre eles havia um grupo de guerreiros croatas, que tinham como parte da vestimenta um tipo de lenço no pescoço, semelhante ao que seriam as gravatas pouco depois. Os guerreiros franceses, então, começaram também a utilizar este adereço. Ao fim da guerra, a aristocracia francesa, buscando assemelhar–se a seus guerreiros para conquistar a simpatia do povo, começou também a usar os lenços no pescoço. O rei da Inglaterra, saindo de seu exílio na França, levou a seu país a nova moda. A partir daí, o uso das gravatas se espalhou por toda a Europa, ajudado pelo frio daquela região, já que aqueciam o pescoço das pessoas. Com a expansão marítima, o uso se espalhou também pelos novos continentes.

As guerras, as revoluções e as gravatas.

Antigamente, os príncipes guerreiros usavam suas gravatas de modo displicente nas batalhas, pois não tinham tempo para arrumá-las. Eles apenas enrolavam-nas no pescoço, sem dar nó nenhum. Esta maneira de vestir se tornou moda entre as mulheres daquela época, que as usavam para ficar mais elegantes a atraentes.

Durante a Revolução Francesa, as pessoas pararam de usar gravata pois achavam que isso era algo característico da aristocracia. Os sans cullote eram chamados também de sans cravate. Os líderes da revolução, no entanto, não abandonaram suas gravatas. Robespierre, por exemplo, jamais saía de casa sem uma gravata no pescoço.

Século XIX

A era de ouro da gravata.

O século XIX foi marcado por combates ideológicos entre quem usava gravatas brancas e quem usava gravatas pretas. Estas últimas começaram a se espalhar pela Europa naquela época, o que não era aprovado pelos tradicionalistas da gravata branca. Apesar desse “combate”, os anos 1800 foram a era de ouro da gravata, com manufatureiros surgindo por todos os lados. Guias sobre nós tambem surgiam. Começavam também discussões sobre a gravata e a personalidade. Balzac escreveu que a gravata de um homem de gênio é bem diferente da de um homem medíocre. Todo homem deveria saber qual a gravata ideal para seu temperamento, como tratá–la, limpá–la, passá–la. Nessa época começa a aparecer um tipo de gravata que mais tarde seria chamado de gravata borboleta.
Essa foi uma era sem igual no mundo de fantasia que girava em torno da gravata. Livros, discussões filosóficas, muita coisa girava em torno da gravata. Naquele momento surge uma classe obrigada a usar gravata em seu trabalho: os funcionários de escritórios.

Século XX

A gravata nos nossos tempos.

A gravata foi se desenvolvendo durante os tempos, acompanhando a evolução de outras peças de vestimenta, até chegar ao estágio em que se encontra hoje. Sabe–se que já neste século, um gravateiro de Nova Iorque chamado Jesse Langsdorf, criou uma técnica que dividia a máquina de fazer gravatas em três partes, o que possibilitava a fabricação de gravatas mais elásticas. Até hoje muitos homens usam gravatas da marca Langsdorf, por ele registrada.
A partir daí, apesar de mudanças um pouco drásticas na moda dos anos 50 e 60, a gravata permaneceu com seu formato clássico até hoje. No entanto, isso não impede que a pessoa se expresse por sua gravata, através de diferentes estampas, materiais, nós e acessórios, que vêm fazendo do século XX um capítulo à parte na história das gravatas.
Não se sabe exatamente quem foi o criador do modelo de gravata utilizado nos nossos tempos. Sabe–se que elas foram se desenvolvendo e se adaptando às mais diversas situações. Os tecidos mudaram muito. Foram do natural ao semi–sintético, depois ao totalmente sintético e voltaram ao natural ou a tecidos mistos.
Hoje em dia, vários tipos de tecido são utilizados na confecção de gravatas. Cada um tem suas vantagens e desvantagens, e deve ser tratado de maneira diferente.

O nó simples: O grande clássico dos nós de gravata. É o nó mais utilizado. É simples de fazer e de desfazer. É perfeito para a maioria das gravatas e para quase todos os colarinhos de camisa.
No fim, para obter o nó simples, é necessário que:
- o nó esteja em harmonia com o colarinho da camisa. Ele não deve estar nem muito escondido nem muito afastado do colarinho.
- a parte mais larga da gravata (mesmo antes da “ponta mais larga”) se situe ao nível da cintura.

 

O nó simples duplo é parecido com o nó simples; a única diferença é que tem uma segunda volta, uma segunda laçada.
Este nó é ideal para os homens com menor estatura. É perfeito para os colarinhos italianos e gravatas ligeiramente finas. É simples e rápido de fazer.

O nó inglês, cuja moda foi lançada pelo duque do Windsor, é um nó dotado de um charme muito britânico.
É volumoso e usa-se com colarinhos muito abertos (por exemplo, os colarinhos italianos) e gravatas muito finas. O nó deve estar completamente simétrico para ser bem feito.
È extremamente complicado de fazer.

O nó francês é menos grosso e mais fácil de fazer do que o nó inglês. É ideal para as gravatas estreitas, as sedas finas e os colarinhos abertos.

O nó pequeno, como o próprio nome indica, é pequeno e é apropriado para as gravatas grossas (por exemplo, em seda tecida ) e colarinhos estreitos.
Não se esqueça de voltar uma parte da gravata 180 graus (consulte o esquema indicado).
Este nó é muito fácil de executar.

O nó cruzado, utilizado com gravatas finas, é um nó muito elegante, mas é extremamente complicado de pôr em prática.

Fonte dos nós: TieKnot