‘Depois da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, chega’
Agosto 21, 2008
Adorado e criticado na mesma intensidade, o locutor, que é a voz do esporte no País, avisa que vai pendurar as chuteiras. Mas, antes do pit stop, quer lançar um livro sobre as histórias de sua carreira
Livio Oricchio
Aviso do locutor mais polêmico da televisão brasileira, tido como um torcedor de microfone nas mãos, a voz do esporte no País, capaz da proeza de ser amado e duramente criticado ao mesmo tempo, durante décadas: “Meu contrato com a Globo vai até 2014, quando o Brasil vai organizar a Copa do Mundo, será a minha décima Copa, e depois chega.”
É engraçado, não? Galvão Bueno gera empatia e rejeição em milhões de brasileiros, nas transmissões de tudo, jogos de futebol, vôlei, corridas de automóvel, luta de boxe, abertura de olimpíada, copa do mundo e até desfile de escola de samba. Mas mesmo seus críticos mais contundentes, ao menos a maioria, mantêm a TV sintonizada na Rede Globo, ainda que haja outra emissora transmitindo o evento. Os números comprovam a audiência.
Nessa conversa franca, sem policiamentos, Galvão Bueno fala da sua paixão intacta pelo que faz, do significado, e desgaste, de entrar na casa das pessoas há 30 anos, sobre seus planos de dedicar-se mais à família, “meu grande combustível”, de escrever um livro, da frustração de não ser piloto de carros, de jornalismo esportivo e da aversão à política. “Candidato, eu? Nem sob tortura.”
Como você consegue manter-se por tanto tempo como principal locutor da Globo, narrando de tudo? Você acha que as pessoas ainda identificam-se com você ou estão cansadas?
Há um público cativo que me adora e, claro, ninguém entra na casa das pessoas por 30 anos, quase todos os dias, sem incomodar um pouco. Mas a Globo faz pesquisas constantes de aceitação e rejeição do público e o resultado é altamente positivo. Claro que existe rejeição, mas mantém-se nos níveis mínimos.
Há alguma técnica especial para continuar agradando, de acordo com o levantamento da Globo?
Eu mexo com os produtos mais explosivos que existem, paixão e emoção. Futebol é isso. Fórmula 1 é um pouco diferente, mais técnica. Nas disputas de futebol entre clubes, essa paixão é dividida, o que não é o caso da seleção brasileira, mas todos mexem com a emoção das pessoas. E isso me agrada muito, é o que eu sei fazer, embora trabalhe no fio da navalha. De um lado se explora essa paixão e emoção e do outro entra a informação. Temos sempre de buscar o equilíbrio. Lembro-me de a dona Neide, mãe do Ayrton (Senna) vir a mim e dizer: ‘Pára com essa coisa de dar toda hora a diferença do Beco (Ayrton Senna) para o Prost, você vai me matar do coração’. A TV é o veículo mais difícil que existe para o esporte. Você não pode se imaginar mais importante que a imagem, senão cai no ridículo, e ao mesmo tempo não minimizá-la ao ponto de se tornar indispensável.
Como você disse, está na ativa há mais de 30 anos, deslocando-se pelo mundo todo. Não pensa em parar?
Meu tesão pela profissão, por meu trabalho, está intacto. Em 1974, narrei a Copa da Alemanha daqui, mas desde então fui a todas. Meu contrato com a Globo vai até 2014, quando o Brasil vai organizar a Copa do Mundo, será a minha décima Copa, e depois chega. Terei 64 anos. Não escondo a idade. Não sou como o Reginaldo Leme (comentarista de automobilismo da Rede Globo), meu amigo de tantos anos. Daqui a pouco eu vou ultrapassá-lo, irei me tornar mais velho (risos). Se fizer alguma coisa depois de 2014 será por aqui, não quero mais ficar pendurado no rabo de avião.
Há alguém na sua área, outros locutores de esporte, por quem você tenha uma admiração profissional?
Temos ótimos profissionais, como o Luciano do Valle, grande narrador, o Cléber Machado é consagrado e o Luis Roberto (de Mucio)a pessoa que melhor se prepara para isso. Na TV, as pessoas de texto vinham dos jornais, os papagaios, como eu, do rádio, mas hoje há uma nova escola, a da TV fechada, por assinatura. A Globo tem dois canais de esporte, SporTV, 24 horas no ar, precisa de narrador, comentarista, editor, produtor, em quantidade. Dessa quantidade sai a qualidade. E tem mais: o esporte ocupa cada vez mais espaço na grade das emissoras. Há 26 anos, quando comecei na Globo, nosso espaço era muito menor. Em 2008, vamos transmitir 30 corridas, 18 de Fórmula 1 e 12 de Stock Car.
Sua fama é de ser um dos profissionais mais bem pagos da TV?
E sou. Não tenho vergonha do que ganho, do sucesso e, principalmente, de ser feliz. Dou a minha parte de volta. Realizo um trabalho social com imenso carinho, criei a Fundação Galvão Bueno, em Londrina (no Paraná, onde reside) da qual minha mãe é a presidente. Atendemos idosos carentes, estamos terminando a primeira parte de uma obra de 9 mil metros quadrados, o Centro de Convivência do Idoso. Damos assistência médica, distribuímos remédios e, ao mesmo tempo, os ocupamos com atividades como construção de mesas. Começamos, agora, um programa de assistência odontológica. Um ônibus equipado com recursos modernos percorre as comunidades mais pobres no norte do Paraná. Faço eventos para levantar recursos, como leilões. O Felipe Massa doou um macacão e conseguimos R$ 70 mil, a camisa autografada do Rogério Ceni deu R$ 18 mil, uma camisa do Santos com a assinatura do Pelé, R$ 28 mil. Segui o exemplo de alguns jogadores, que também têm suas instituições, como Raí, Jorginho, Cafu.
Nem todos conhecem esse seu lado mais humanitário, ao contrário, há quem o veja como uma estrela.
É, dizem que falo muito, sou prepotente, sou estrela. É completamente diferente ser e agir como estrela. Ser é prestar um serviço importante. E não me lembro de ter agido como estrela. Sou, isso sim, perfeccionista, cobro demais.
A torcida nos estádios nem sempre demonstra gostar de você.
Essa história começou na Copa de 1998, a torcida brasileira expunha os cartazes ‘filma eu, Galvão’ . Depois surgiram outros e até cantos, duros, do tipo ‘Galvão, veado’; faz parte dos grandes jogos, do folclore. Mas a maioria gosta de mim, nunca sofri uma tentativa de agressão, saio e entro dos estádios com minha família e muitos pedem autógrafo.
Os telespectadores te vêem pelo Brasil inteiro e em países como China, África do Sul, México, Austrália, Bolívia. Sobra tempo para a família?
Sou muito ligado na família e nos amigos. Tive a felicidade de ter tido três filhos no primeiro casamento, os três vivem do esporte. A Letícia tem sua empresa de marketing esportivo, o Cacá e o Popó são pilotos. Do segundo casamento, com a Desiré, a estrela de minha vida, tenho o Luca, mais o filho dela, o Leo, e há ainda os meus dois netinhos. A minha família é a maior vitória da minha vida. Amo reunir meus pais, meus sogros, todos moram em Londrina, os amigos, ficar 4, 5 dias sem sair de casa, viver um pouco distante da enorme pressão do que faço. Nada me dá mais prazer. Tenho uma fazenda no norte do Paraná, adoro reunir todo mundo lá, minha família é o meu combustível.
Seus filhos são pilotos da Stock Car. Você perdeu um grande amigo, o piloto Ayrton Senna, num acidente nas pistas. Isso não o preocupa?
O interesse deles pelo automobilismo é natural. Cresceram no meio. Nós tínhamos casa em Angra dos Reis que era freqüentada pelo Ayrton Senna, por Mauricio Gugelmin, dentre outros. Ouviam falar de corrida o tempo todo. Agora, no automobilismo, sem talento você não se torna um vencedor. E meus dois filhos têm títulos. Penso que o Cacá (bicampeão da Stock Car), hoje, é o melhor piloto brasileiro fora os que estão na Fórmula 1. Você falou de acidente. Eles estão há tantos anos nessa vida, o Cacá começou com 9 anos e o Popó com 8, ambos no kart. O único acidente sério foi do Popó, em Monza (Fórmula Renault). Tenho, sim, receio, mas é muito menor que se não fosse do meio. Aliás, pratiquei quase todo tipo de esporte, mas me frustra não ter sido piloto. Meus filhos e o meu trabalho representam uma forma de eu me realizar.
Você estava lá, em Ímola, Itália, naquele 1º de maio de 1994. Hoje, quase 14 anos depois, o que te vem à mente da sua relação de amizade com o Ayrton Senna, das experiências vividas junto, das viagens?
As imagens que mais me vêm à cabeça são do Ayrton moleque, brincalhão, mas ao mesmo tempo muito determinado, da sua doação social sem dizer nada a ninguém. Lembro-me, também, de passagens que acabaram sendo determinantes para tudo acabar como acabou. Uma ocasião, o Flavio Briatore (diretor da Benetton) telefonou e eu atendi, na casa do Ayrton. O Flavio queria falar com ele e como o Ayrton não pôde atender, o Briatore pediu para mim que solicitasse ao Ayrton para não assinar com a Williams. A Ferrari, da mesma forma, queria ele. Mas o Ayrton comentou comigo que já estava três anos sem título e não pretendia permanecer outros três, até a Ferrari ser competitiva de novo. Infelizmente uma fatalidade o levou. Se o braço da suspensão tivesse tocado o capacete um centímetro mais para baixo ou para cima não teria acontecido nada. O Nelson Piquet e o Gerhard Berger sofreram acidentes mais graves na Tamburello e não se feriram com gravidade.
E o seu livro, contando um pouco desses mais de 30 anos de experiências ricas?
Eu já tinha até o nome: ‘25 anos de estrada”. Mas aí por conta da absoluta falta de tempo e até um pouco de preguiça o transformei em ‘30 anos de estrada’. Só que já são 34 anos de estrada e nada. Mas irei escrevê-lo. Não tenho a presunção de contar minha história. O interessante será contar as experiências vividas com personagens como Pelé, Zico, Rivellino, Romário, Ronaldo, Ayrton Senna, Nelson Piquet, Oscar, Felipe Massa, Rubens Barrichello, Hortência.
A popularidade que você tem o levaria a eleger-se em algum cargo público. Não pensa nisso?
Nem sob tortura. Já recebi vários convites, não tem a ver com minha personalidade, a política no Brasil me dá muita tristeza, quero distância.
Enfim uma boa notícia…
Fonte: Jornal da Tarde
Felipe perde vitória no final e Kovalainen leva
Agosto 3, 2008
O piloto da Ferrari sentiu muito a derrota e chorou ao voltar para o pit-lane, sendo consolado por seus engenheiros, de acordo com a repórter Mariana Becker, da TV Globo.
De perdedora, a McLaren passou a ser a grande vencedora em Hungaroring. Ficou com o terceiro triunfo seguido em 2008, que finalmente fez a equipe superar a BMW Sauber no Mundial de Construtores, e viu Lewis Hamilton aumentar sua vantagem na ponta do campeonato. O inglês agora tem 62 pontos, graças ao quinto lugar obtido. Kimi Raikkonen, que acabou em terceiro, assumiu a vice-liderança, cinco pontos atrás. Massa vem logo atrás.
A prova
Hungaroring é, sabidamente, um circuito sem muitos pontos de ultrapassagem. Para superar Lewis, Felipe sabia que teria de botar a faca entre os dentes e partir para o ataque na largada. E assim o fez. Deixou Kovalainen para trás, pressionou Hamilton, dividiu a primeira curva e assumiu a ponta da corrida.
Mais atrás, Timo Glock superou Robert Kubica e ficou com a quarta posição. Raikkonen, totalmente disperso nesta etapa, caiu para o sétimo lugar, ultrapassado por Fernando Alonso.
Aí, o GP virou a tão esperada procissão. Ninguém passava ninguém, não havia disputas interessantes, uma verdadeira monotonia. Sem grandes emoções, o diretor de TV, para manter o telespectador preso, chegou a cortar para o box da Red Bull, mostrando belas garotas loiras que ali estavam.
Sem embates na pista, as paradas seriam decisivas, então todas as atenções se voltaram para tais. Só assim poderia haver uma ultrapassagem. Massa, que mantinha a liderança com muita força, parou após 18 voltas. Hamilton entrou nos pits uma passagem depois. Como o brasileiro tinha uma boa vantagem, não perdeu o comando da corrida.
Se faltaram boas cenas durante as ações de prova, sobraram nos boxes. Sébastien Bourdais (por duas vezes), Kazuki Nakajima e Rubens Barrichello sofreram com pequenos incêndios durante o reabastecimento. Os mecânicos olhavam para a mangueira de combustível com desconfiança, afinal, era muita coincidência para um dia só.
Concluída metade do GP, Massa era líder com quatro segundos de vantagem para Hamilton. A não ser por um problema que fugisse do controle de ambos, parecia que os dois primeiros lugares do pódio seriam ocupados por ambos. Mas o contratempo surgiu para o britânico. Seu pneu dianteiro esquerdo furou na 40ª volta, facilitando ainda mais as coisas para o ferrarista. Lewis trocou o composto e voltou na 12ª posição. Seu companheiro Kovalainen passou para a segunda colocação.
A infelicidade do piloto da McLaren foi a alegria de Glock, que vinha fazendo uma ótima prova, bem seguro no quarto lugar que acabou virando vaga no pódio. A posição ocupada pelo alemão foi herdada por Raikkonen, que superou Alonso após a segunda parada nos boxes.
Na parte final da prova, o finlandês finalmente resolveu “acordar”, talvez pressionado pelo passeio que seu parceiro de time fazia mais à frente. Apresentando trabalho para a Ferrari, Kimi afundou o pé no acelerador e fez a volta mais rápida do dia. Chegou em Timo, mas não passou.
O cenário parecia formado: Massa, Kovalainen e Glock no pódio — o primeiro do germânico. Porém, o feitiço virou contra o feiticeiro. Felipe também sofreu com um problema fora de seu alcance. Motor estourado na 68ª volta. A alegria proporcionada pelo triunfo que lhe daria a liderança do Mundial virou lágrimas.
Melhor para Heikki, no fim de semana mais feliz de sua vida. Confirmado na McLaren em 2009, brindou seu sucesso profissional com uma vitória mais do que inesperada. Para ganhar ainda mais moral com a chefia. Como disse seu engenheiro pelo rádio, “bem-vindo ao clube dos vencedores”.
O que já era fantástico para Glock, ficou sensacional. O segundo lugar é o melhor resultado de sua carreira, mais uma prova excelente da Toyota. Raikkonen também saiu no lucro e conquistou seis pontos que o botaram de volta na briga pelo título, à frente de Massa.
Fernando Alonso, Hamilton, Nelsinho Piquet, Jarno Trulli e Robert Kubica completaram a lista dos oito primeiros. Rubens Barrichello foi o 16º, o penúltimo dos que completaram a corrida.
Agora, os pilotos terão uma rara folga de duas semanas. A F-1 retomará suas atividades no dia 24 de agosto, com o GP da Europa, a estréia do circuito de rua de Valência na categoria.
Final:

Hungaroring Pega Fogo
Agosto 3, 2008
Eu poderia aqui destacar a sorte de Heikki Kovalainen, o azar de Hamilton e Massa, a corrida espetacular de Timo Glock; mas vou evidenciar o erro nos pit-stops.
Impessionante como houveram erros por parte do staff das equipes, isso pode ser comprovado pela quantidade de carros que pegou fogo enquanto os atrapalhados mecânicos colocavam a mangueira de combustível.
Como que na maior categoria do automobilismo pode ter tanta gente incopetente? Incopetente, pois não é a primeira vez que coisas assim acontecem.
Já houveram também vários motivos de atraso; como demora para colocar a mangueira, se enrolar em troca de pneus.
Mas os pilotos também não ficam atrás. Já passaram pelo pit lane pegando um atalho, saem às vezes sem esperar a sinalização dos mecânicos ( o que faz com que os pilotos também saiam algumas vezes com a mangueira de combustível ainda acoplada no carro) e já até atropelaram mecânicos na chegada ao pit-lane. Enfim, os boxes podem decidir um GP, podem atrapalhar um também.
Hamilton larga em primeiro na 1-2 da McLaren
Agosto 3, 2008
Deu a lógica: Lewis Hamilton conquistou a pole-position do GP da Hungria, em Hungaroring, neste sábado (2). Na hora da definição, o piloto da McLaren não teve qualquer dificuldade para se estabelecer como o mais rápido do treino classificatório e o único a andar na casa de 1min20s.
O inglês liderou duas das três fases da sessão. Não mostrou total domínio, mas se poupou quando era possível e andou na frente quando era necessário. Seu companheiro de equipe, Heikki Kovalainen, não foi tão consistente quanto o britânico, mas também acelerou no momento de decisão — completou a dobradinha da equipe inglesa.
Se a McLaren mandou no circuito húngaro, a Ferrari mostrou muita irregularidade durante toda a atividade. Felipe Massa e Kimi Raikkonen tiveram de suar muito, saltaram a veia do pescoço para brigar com Timo Glock — isso mesmo, contra uma Toyota. No fim, o brasileiro conseguiu tirar o máximo do carro para garantir a terceira posição. Já Kimi Raikkonen foi bem regular: sexto lugar em todas as fases do treino, inclusive no Q3.
Na frente do finlandês, estarão Robert Kubica e Glock. Apesar de o polonês ter conquistado a quarta posição, o alemão foi o destaque positivo do treino. Manteve-se entre os primeiros em todas as partes da sessão. Como dito anteriormente, deu um calor danado à dupla da Ferrari. Até os representantes da McLaren sofreram um pouquinho com o bom ritmo apresentado pelo piloto da Toyota. Poderia ter conseguido algo a mais do que o quinto lugar, que também ficou de bom tamanho.
Já Kubica manteve a honra da BMW Sauber, considerada a terceira força da categoria. Por outro lado, Nick Heidfeld foi muito mal, eliminado logo no Q1. Porém, o germânico tem a causa deste resultado pífio — 16º lugar na pista, 15º no “tapetão” — na ponta da língua: foi atrapalhado por Sébastien Bourdais em sua volta rápida. A reclamação deu certo, já que o francês perdeu cinco posições.
Fernando Alonso foi o sétimo e superou Nelsinho Piquet, que não apresentou o mesmo desempenho dos dois últimos treinos livres, mas conseguiu o décimo lugar, que não é tão ruim para a Renault. Mark Webber e Jarno Trulli fecharam a lista dos dez primeiros.
Rubens Barrichello vive via-crucis neste fim de semana na Hungria. Como esperado, não saiu das últimas colocações e, dentro da pista, só foi mais rápido do que a dupla da Force India.
Grid de largada:

Fonte: Grande Premio
Lewis lidera sessão e faz melhor tempo do dia
Agosto 1, 2008
Não demorou muito para a McLaren dar o troco em Hungaroring. Lewis Hamilton dominou e foi o mais rápido do segundo treino livre para o GP da Hungria, nesta sexta-feira (1). Cravando 1min20s554 faltando seis minutos para o fim da sessão, o inglês garantiu o melhor tempo do dia, como era esperado.
Só não se contava com o ótimo rendimento da Renault no primeiro dia de atividades na pista húngara. Também no final, Nelsinho Piquet fez uma marca surpreendente — 1min20s748 — e terminou o treino na segunda posição, não sem antes rodar, após ter superado os próprios limites. Fernando Alonso não ficou muito atrás, com o quarto lugar. Entre os companheiros, ficou Heikki Kovalainen, garantido por mais um ano na McLaren.
Pior para a Ferrari, que utilizou a ‘bigorna’ nesta sexta. Kimi Raikkonen foi o quinto colocado da segunda atividade, superando Felipe Massa, que não conseguiu abaixar o tempo conquistado pela manhã. Lógico que os treinos livres não contam muito, mas se o time italiano seguir assim, vai piorar aquilo que já estava ruim, após o fraco desempenho em Hockenheim.
Nick Heidfeld, Robert Kubica, Jarno Trulli e Nico Rosberg completaram a lista dos dez primeiros de uma sessão marcada pela monotonia. A única cena de maior agitação foi o novo problema hidráulico de Sebastian Vettel. Enquanto tentava estacionar em algum lugar seguro, passou pela pista e quase provocou um acidente com Trulli, que freou a tempo.
O alemão da Toro Rosso pode ser usado como referência da má performance de Rubens Barrichello. Em uma hora e meia, o brasileiro da Honda só conseguiu superar Vettel, que participou da atividade por cerca de 20 minutos.
Treino livre 2:

Fonte: Grande Prêmio
Hamilton é o mais rápido na segunda sessão
Agosto 1, 2008
Se o resultado do primeiro treino surpreendeu pela liderança da Ferrari, a segunda sessão desta sexta-feira (1) não viu nada além do que era esperado na primeira posição: Lewis Hamilton. O inglês foi o mais rápido do primeiro dia de treinos livres para o GP da Hungria, seguido de — aí, sim — um surpreendente Nelsinho Piquet. Felipe Massa foi o sexto, atrás de Heikki Kovalainen, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen.
Confira os tempos do primeiro treino livre na Hungria:
1 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m20s981 (19 voltas)
2 – Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) – 1m21s345 (21)
3 – Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes) – 1m21s410 (17)
4 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m21s535 (18 )
5 – Fernando Alonso (ESP/Renault) – 1m21s802 (18 )
6 – Timo Glock (ALE/Toyota) – 1m21s931 (22)
7 – Robert Kubica (POL/BMW Sauber) – 1m22s267 (18 )
8 – Nelsinho Piquet (BRA/Renault) – 1m22s326 (19)
15 – Rubens Barrichello (BRA/Honda) – 1m23s093 (26)
Fonte: Grande Prêmio e ESPN Brasil
McLaren, como motor ok, confirma Kovalainen
Julho 31, 2008
A FIA vistoriou o motor utilizado pela McLaren de Lewis Hamilton no Grande Prêmio da Alemanha. Nada de irregular foi encontrado. E a equipe confirmou que o finlandês Heikki Kovalainen continuará como companheiro de equipe do inglês em 2009. Nesta sexta Hamilton, cujo capacete (foto) lembra o de Ayrton Senna, vai à pista de Hungaroring para os treinos livres e voltará a ela no sábado como favorito à pole para corrida de domingo. Massa e Räikkönen terão que pilotar muito suas Ferraris para detê-lo. Quem você acha que vence o GP da Hungria domingo?
Nelsinho tem dia de Nelsão
Julho 20, 2008
Ao falar de Fórmula 1 (F1), não serei parcial a favor dos brasileiros, só quando eles merecerem. O que é o caso hoje. Pois dar glórias ao Lewis Hamilton (O grande Luisinho) e seu carro superior, seria redundância.
Depois de uma corrida espetacular, cheia de emoções e adrenalina; Nelson Ângelo Piquet, o nosso Nelsinho, faz sua melhor atuação da temporada na F1.
Pois ao largar em décimo sétimo lugar e chegar em segundo (com a ajuda de sua estratégia de parada e também uma mãozinha de Timo Glock, que teve sua suspensão quebrada ao passar em uma zebra, fazendo com que ele rodasse, mudando assim o panorama da corrida) o piloto além de ter feito um fato histórico para sua carreira e para o Brasil. Porque há dezessete anos não tinhamos dois Brasileiros no pódio, o que ocorreu com Ayrton Senna em 1º e Nelson Piquet (seu pai) em 3º lugares na Bélgica em 91. Coincidência de dezessetes.A Ferrari, equipe de Felipe Massa o outro protagonista brasileiro deste Grande Prêmio, ao se aproveitar de um erro da McLaren (que atrasou a segunda parada de Luisinho) e adiantar a de Massa, fez com que ele garantisse pelo menos a 3ª posição, pois Hamilton com sua McLaren ganhou no braço ao recuperar as posições pedidas na parada desastrada.
Já Barrichello, que sempre conta com a ajuda de seu Honda para ter um péssimo resultado ou abandonar as corridas, dessa vez foi ajudado pelo “desastrado bate-bate” (Ganhador desse honroso título neste ano) David Coulthard. Que pelo jeito, como está em seu último ano de F1, resolveu curtir e a cada corrida tirar um da pista.
Classificação do GP da Alemanha:
Final:

| MUNDIAL DE PILOTOS |
| P - Piloto (Nacionalidade/Equipe) – Pontos1.º – Lewis Hamilton (ING/McLaren) 58 pontos 2.º – Felipe Massa (BRA/Ferrari) 54 3.º – Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) 51 4.º – Robert Kubica (POL/BMW-Sauber) 48 5.º – Nick Heidfeld (ALE/BMW-Sauber) 41 6.º – Heikki Kovalainen (FIN/McLaren) 28 7.º – Jarno Trulli (ITA/Toyota) 20 8.º – Mark Webber (AUS/Red Bull) 18 9.º – Fernando Alonso (ESP/Renault) 13 10.º – Rubens Barrichello (BRA/Honda) 11 11.º – Nelsinho Piquet (BRA/Renault) 10 12.º – Nico Rosberg (ALE/Williams) 8 13.º – Kazuki Nakajima (JAP/Williams) 8 14.º – David Coulthard (ESC/Red Bull) 6 15.º – Sebastian Vettel (ALE/Toro Rosso) 6 16.º – Timo Glock (ALE/Toyota) 5 17.º – Jenson Button (ING/Honda) 3 18.º – Sebastien Bourdais (FRA/Toro Rosso) 2 19.º – Giancarlo Fisichella (ITA/Force India) 0 20.º – Takuma Sato (JAP/Super Aguri) 0 21.º – Anthony Davidson (ING/Super Aguri) 0 22.º – Adrian Sutil (ALE/Force India) 0 |
| MUNDIAL DE CONSTRUTORES |
| P – Equipe – Pontos 1.º – Ferrari 105 pontos 2.º – BMW-Sauber 89 3.º – McLaren 86 4.º – Toyota 25 5.º – Red Bull 24 6.º – Renault 23 7.º – Williams 16 8.º – Honda 14 9.º – Toro Rosso 8 10.º – Force India 0 11.º – Super Aguri 0 Obs.: A Super Aguri abandonou o campeonato. |





