Brasil Rumo Ao Ouro

Agosto 21, 2008

Agora a pouco a Seleção Feminina de Vôlei fez um ato histórico. Colocou-se na final olímpica garantindo pelo menos a prata, fato nunca dantes conseguido.

Num jogo de início complicado, mas onde a Seleção sobre se impor, rumamos à final fazendo 3 sets à 0 em cima das donas da casa (27×25, 25×22 e 25×14) pelas semifinais. A final será com os EUA e as chinesas pegam as cubanas (ainda bem, pois tenho muito poucas lembranças boas desse rival).

O querido internauta perdõe se estou sendo exacerbadamente ufanista, mas conquistamos apenas sete medalhas e se conquistarmos essa do vôlei e a do futebol que está nos pés de Marta e companhia, serão nove medalhas, sendo três de ouro. A de César Cielo Filho e provavelmente as das meninas.

Só espero que se o ouro vier no futebol feminino venha também o apoio da nossa querida Confederação Brasileira de Futebol (vulgo CBF), dirigida pelo honorável RIcardo Teixeira. Mas vou esperar sentado, pois em pé pode cansar.

The Flash

Agosto 20, 2008

Hoje pela manhã tive uma grande surpresa ao ligar a TV e ver que o “The Flash” da olimpíada, Ulsain Bolt tinha batido o recorde de Michael Jonhson, o maior corredor que já vi, nos 200m livres com 19.30s. Recorde esse, que muitos achavam insuperável.

Realmente esse jamaicano impressionante, superou Asafa Powell e pode se tornar o maior jamaicano desse esporte. Devo adimitir que ele começou bem, se tornando o homem mais rápido do mundo, gravando eternamente seu nome na história do atletismo e das olimpíadas modernas.

Pra alguns não passa de um bobo alegre que só está em Beijing para brincar de correr, mas hoje esse super heroi do atletismo provou hoje que todos os críticos estavam errados. As suas irreverêcia e vaidade, são apenas um tempero nesse mito chamado Ulsain Bolt.

Como Nascem Os Campeões

Agosto 18, 2008

Estive pensando sobre os campeões imbatíveis, aquela pessoa que quando entra em uma competição os outros brigam pra ver quem ficará em segundo, pois o primeiro lugar já está garantido. Como nascem os campeões imbatíveis? Vendo Yelena Insibayeva saltar hoje tive essa pergunta respondida.

Quem primeiro visse aquela garota se escondendo debaixo de um boné, quieta em seu canto, parecendo não perceber o que acontecia à sua volta poderia pensar que ela era marrenta; quando então visse seu estranho ritual de armar acampamento na grama, fazendo uma espécie de “cafofo” para si se escondendo embaixo de uma toalha e continuar no seu canto não se importando com nada ou então o fato de ela ter dado apenas dois saltos na final, durante a competição, poderia ter certeza.

Mas, assim também como a vida tem suas surpresas, Yelena me surpreendeu. Não pela esperada medalha de ouro, ou pelos erros da americana que ficou com a prata; mas pelo que aconteceu depois, o que respondeu minha pergunta.

Um campeão imbatível, surge do treino, determinação e concentração. Claro que existe a aptidão natural, mas sem a determinação, o treino nescessário e a concentreação necessárias, temos apenas um possível campeão.

Essa certeza eu tive ao ver essa garota de 26 anos saltar para 5,05m e quebrar o próprio recorde olímpico estabelecido alguns minutos antes, após o término da competição. Batendo também o recorde mundial que era de 5,04m.

Entendi que aquele isolamento todo era apenas a preparação para um grande feito. Tão grande quanto o tamanho da importância de um campeão imbatível. Tão grande quanto Yelena Insibayeva.

A Vingança do Camarão

Agosto 16, 2008

“Assassinaram a seleção, assim começou a tragédia lá em Beijing…” assim poderia começar o samba descompassado e desafinado que serviria para definir o jogo de hoje.

Num festival de finalizações erradas e um jogo morno, sem encanto foi assim que o camarão nos assassinou hoje, só nos deixando ter alívio na prorrogação. Mais uma vez a nossa seleção que sempre foi boa de Matemática, se dando bem nos números não encantou. Ganhamos no placar e perdemos no futebol.

Tá certo que nós temos 100% de aproveitamento, 10 gols feitos e nenhum tomado; mas nenhum resultado. Dentro de campo faz tempo que a seleção não encanta. Algo normal, pois um negócio atrai números e desvaloriza a arte, os outros valores que não têm números, como por exemplo um bom samba.

Se é pra acabar em samba, que tenha alegria e vibração de um samba-enredo, partido alto ou até samba de breque. Mas não essa marcha-rancho que se apresenta.

PS: Não tenho nada contra às marchas-rancho. Tenho contra essa galinha morta que colocaram no lugar da seleção.

O Brasil venceu, mas sofreu.
 

No primeiro tempo, o que dificultava o Brasil era a marcação camaronesa na saída de bola. Menos do que marcar para retomar a bola, o técnico africano escalava Bekamenga e Bebbe apenas para cercar Alex Silva, Breno e Lucas. Nas laterais, Rafinha e Marcelo tinham a companhia de Olle, de um lado, Songo’o, de outro.
 

Este último, jogador do Portsmouth da Inglaterra, evitava a subida ao ataque de Marcelo e usava o corredor às costas do lateral brasileiro para criar as principais ações ofensivas da primeira etapa. Aos 12 minutos, nasceu ali o passe para Bebbe atirar da intermediária e obrigar Renan ao desvio para escanteio. Aos 22, Baning escorou a cobrança de falta de Chedjou e levou perigo.
 

Ao Brasil, restavam os passes longos, que devolviam a bola ao adversário. E as bolas paradas. Ronaldinho, sumido da partida, apareceu apenas para três dessas cobranças. A única perigosa aos 4 minutos, quando o goleiro Tygnyemb espalmou.
 

Aos 6 do segundo tempo, Banning foi expulso por acúmulo de cartões amarelos. Com um jogador a mais, o Brasil passou a ter mais posse de bola e menos dificuldade para passar da defesa para o ataque. Mas não se tornou mais criativo. Apenas aos 14 minutos, a ação mais perigosa, com Ânderson finalizando da entrada da área.
 

Com muita posse de bola, mas sem penetração, o Brasil não conseguiu evitar a prorrogação. Repetiu o que aconteceu em 2000 e iniciou o tempo suplementar também de maneira muito semelhante. Errava passes e oferecia o contra-ataque.
 

Mas Camarões errou um desses contra-ataques, deu a bola no pé de Diego, que lançou. A bola pegou Rafael Sóbis frente a frente com o goleiro Tygnyemb. O toque por cobertura tocou balançou suavemente a rede: 1 x 0. Dramático. Quatro minutos depois, com os camaroneses saindo para tentar o empate, Ronaldinho tocou para Thiago Neves, com imenso espaço para jogar. O passe alcançou Marcelo, que desviou com a coxa, na saída do goleiro.
 

A vitória coloca o Brasil pela quinta vez na semifinal olímpica. No passado, o Brasil foi eliminado por Polônia, em 1976, e Nigéria, em 1996, venceu as semifinais contra Itália, em 1984, e Alemanha, em 1988.
 

Ficha técnica
Brasil 2 x 0 Camarões

Local: Estádio Olímpico (Shenyang); Juiz: Damir Skomina (Eslováquia);
Gols: Rafael Sóbis 10, Marcelo 14 do 1º da prorrogação; Cartão amarelo: Baning, Marcelo, Bikey, Diego, Rafinha, Ghomsi, Breno, Bekamenga; Expulsão: Banning 6 do 2o

BRASIL: 12. Renan, 2. Rafinha, 3. Alex Silva, 14. Breno e 6. Marcelo; 8. Lucas, 5. Hernanes (16. Thiago Neves 31 do 2º), 7. Ânderson e 15. Diego (11. Ramires 2 do 2º da prorrogação); 10. Ronaldinho Gaúcho e 17. Rafael Sóbis (18. Jô 16 do 1º da prorrogação).
Técnico: Dunga

CAMARÕES: 1. Tignyemb, 13. Nkoulou, 5. Alexander Song, 4. Bikey e 3. Ghomsi; 9. Songo’o (15. Ngal 30 do 2º), 6. Mbia (17. Olle 17 do 1º), 2. Banning e 14. Chedjou; 11. Bebbe e 10. Bekamenga (7. Mboua 42 do 2º).
Técnico: Martin Ndtoungou

Fonte: ESPN Brasil

César Cielo Filho é o primeiro nadador brasileiro a conquistar uma medalha de ouro olímpica na história. No final da noite desta sexta-feira (de Brasília), o paulista de 21 anos venceu os 50m livre dos Jogos de Pequim, conforme prometera após ser bronze nos 100m livre, com o tempo de 21s30, novo recorde olímpico.

Cielo socou a água e chorou para comemorar o feito histórico. A prata ficou com o francês Amaury Leveaux, que cravou 21s45, e o bronze foi para seu compatriota Alain Bernard (ouro nos 100m livre), com 21s49. Recordista mundial com o tempo de 21s28, obtido em Sydney no último 28 de março, o australiano Eamon Sullivan cravou 21s65 e conseguiu apenas a sexta colocação.

Nas eliminatórias da prova, César Cielo quebrou pela primeira vez o recorde olímpico do russo Alexander Popov, que já perdurava desde Barcelona-1992. Logo na bateria seguinte, no entanto, Amaury Leveaux superou a marca do brasileiro, que nadou ainda mais rápido nas semifinais: 21s34. “Eu disse que ia pegar esse recorde de novo”, sorriu.

Para conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos do ano passado, Cielo completou a prova dos 50m livre pela primeira vez com tempo inferior a 22s. Cravou 21s84, marca que fez especialistas apostarem nele como medalhista olímpico na China e não no badalado Thiago Pereira, seis vezes campeão no Rio de Janeiro e que só foi quarto colocado nos 200m medley nas Olimpíadas.

Até esta sexta-feira, o nadador brasileiro com maior destaque nos Jogos era Gustavo Borges, que começou sua trajetória com prata nos 100m livre em Barcelona-1992. Quatro anos depois, em Atlanta, ele conseguiu o bronze na mesma prova e a prata nos 200m livre; Fernando Scherer, o Xuxa, foi bronze nos 50m livre.

Em Sydney-2000, Gustavo Borges e Fernando Scherer ajudaram o Brasil a ser bronze no 4×100m livre, a nona e última medalha olímpica conquistada até as vitórias de César Cielo no Cubo d’Água de Pequim.

Antes da geração de Xuxa, Tetsuo Okamoto já havia faturado o bronze nos 1.500m livre, mesmo metal das medalhas de Manuel dos Santos (em Roma-1960) e do revezamento 4×200 medley de Moscou-1980. Ricardo Prado levou a prata nos 400m medley em Los Angeles-1984.

Na natação feminina, o Brasil jamais conquistou uma medalha olímpica. A mais renomada nadadora é Maria Lenk, que se tornou a primeira sul-americana a participar dos Jogos em Los Angeles-1932.

Confira os tempos da final:

1 – César Cielo Filho (Brasil) – 21s34 (novo recorde olímpico)
2 – Amaury Leveaux (França) – 21s45
3 – Alain Bernard (França) – 21s49
4 – Ashley Callus (Austrália) – 21s62
5 – Ben Wildman-Tobriner (Estados Unidos) – 21s64
6 – Eamon Sullivan (Austrália) – 21s65
7 – Roland Schoeman (África do Sul) – 21s67
8 – Stefan Nystrand (Suécia) – 21s72

Fonte: Gazeta Esportiva

Saudade do Pan

Agosto 14, 2008

Nois Bebe É Guaraná

Agosto 14, 2008

Reformas Na CBB Já!!!

Agosto 14, 2008

Que o nosso basquete precisa se entender e criar uma liga nacional única todo mundo já sabe. Mas ao ver os resultados da seleção feminina, cheguei à conclusão que precisamos de uma reforma geral; pois só assim voltaremos a ter resultados satisfatórios.

Por isso não culpo Paulinho Bassul ou as meninas da seleção pela nossa possível derrocada. Também informo a minha aderência à campanha do Juca Kfouri lançada em seu blog: “Queremos o Grego… Na Grécia”.

Dunga esconde CBF

Agosto 13, 2008

Já que o Brasil foi impedido de utilizar o escudo de sua federação nos jogos olímpicos; o técnico Dunga, no jogo de hoje, escondeu o símbolo da CBF em sua camisa com um esparadrapo.

 Não dava pra utilizar uma camisa do fornecedor de material esportivo sem o símbolo da CBF? No mínimo ridículo.

A Seleção Olímpica de futebol do Brasil foi discreta na vitória sobre a China, em Qinhuangdao, na manhã desta quarta-feira. O placar elástico de 3 a 0 foi aberto com gol de Diego aos 17 minutos e serviu para confirmar a equipe de Dunga na primeira posição do Grupo C.

Agora, o Brasil espera o confronto contra Camarões, no próximo sábado, pelas quartas-de-final, a mesma fase em que os camaroneses eliminaram a Seleção de Vanderlei Luxemburgo nos Jogos de Sydney, em 2000.
 

Contra a China, o Brasil teve mais posse de bola, mas limitou-se a administrar a vantagem, depois de chegar ao primeiro gol, aos 17 minutos. Teve apenas mais duas oportunidades na primeira etapa. Aos 31 minutos, num lançamento preciso de Diego para Ronaldinho Gaúcho, o goleiro chinês Lui fechou o ângulo e contou a colaboração do brasileiro, descuidado na finalização.
 

Aos 44, Pato entrou em velocidade e novamente tocou na mão do goleiro chinês.
 

Na segunda etapa, o Brasil correu mais riscos e cedeu muitos espaços pelos lados, até que um passe longo de Ronaldinho pegou Rafael Sóbis em condição de finalizar. O zagueiro chinês Han Peng parou a jogada com falta, cobrada com perfeição por Thiago Neves: 2 x 0.
 

O próprio Thiago aproveitaria passe de Diego, aos 28 do segundo tempo e, de fora da área, marcaria o terceiro do Brasil. Thiago Neves foi o craque da partida.
 

BRASIL 3 x 0 CHINA

Local: Estádio Olímpico (Qinhuangdao); Juiz: Jerome Damon (África do Sul); Gol: Diego 17 do primeiro tempo; Thiago Neves (falta) 26, Thiago Neves 28 do 2º; Cartão amarelo: Han Peng

BRASIL:
12. Renan, 13. Ilsinho (2. Rafinha 37 do 2º), 4. Thiago Silva, 4. Breno e 6. Marcelo; 8. Lucas, 11. Ramires, 15. Diego (18. Jô 37 do 2º) e 16. Thiago Neves; 9 Pato (17. Rafael Sóbis, intervalo) e 10. Ronaldinho Gaúcho.
Técnico: Dunga

CHINA: 18. Lui, 14. Wan, 5. Li Weifeng, 10. Han Peng e 12. Cui Peng; 7. Hao (13. Shen Longhuan 30 do 2º), 16. Zhao, 6. Zhou e 15. Jiang; 20. Zhu Ting e 17. Dong Fangzhuo (9. Gao Lin, 27 do 2º).
Técnico: Ratomir Dujkovic

Fonte: ESPN Brasil